Invenção transforma água do mar em potável com energia solar

Os membros do MIT em uma parceria com uma empresa indiana chamada Jain Irrigation Systems criou um método para transformar água salgada em potável. Por conta dessa invenção, eles foram os vencedores de um desafio da USAID, um órgão do governo americano que atende populações que passam necessidades.

O objetivo do desafio proposto era criar um sistema simples e barato para fornecer água limpa para comunidades rurais em países em desenvolvimento. Pela vitória, os envolvidos receberam um prêmio de 125 mil dólares.

A técnica básica utilizada na invenção é chamada eletrodiálise. Para que você entenda como funciona o procedimento vamos tentar explicar da forma mais simples possessível: o sal é dissolvido na água e se transforma em partículas com cargas elétricas positivas e negativas. Para remover essas partículas, o sistema usa membranas elétricas que atraem as cargas como se fossem imãs.

“Funciona como um circuito elétrico. Os íons são puxados para fora da água em direção aos eletrodos”, explicou Natasha Wright, doutoranda no MIT e uma das criadoras do sistema, ao jornal Boston Globe. Ela ainda ressalta que apenas 5% da água é perdida nesse processo.

A dessalinização é feita usando baterias bem similares às que usamos em carros e caminhões. Elas são carregadas durante o dia utilizando painéis que captam energia solar, o que dá um caráter ecológico à invenção. Uma unidade do sistema é capaz de abastecer água suficiente para irrigar uma pequena fazenda ou então para atender às necessidades de uma população de cinco mil pessoas.

Apesar do foco em países em desenvolvimento, a invenção pode ser importante também para grandes áreas metropolitanas. Como exemplos de locais onde essa invenção seria bem utilizada podemos citar o Estado de Saõ Paulo com seus problemas graves com escassez de água desde o ano passado e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que também vem enfrentando uma crise hídrica histórica.

FONTE: Exame.com

Um reator de fusão nuclear inovador

Há pouco tempo atrás a ideia de usar a energia de fusão nuclear como fonte de energia ilimitada era pura ficção científica. Porém, como os grandes avanços da tecnologia, hoje, temos conhecimento que a conversão da energia nuclear em energia elétrica tem potencial para iluminar o mundo durante toda a eternidade, se soubermos domá-la. Mas mesmo tendo essa certeza, os cientistas ainda estão em busca de mais informações para conseguirem fazer a teoria se transformar em prática.

Recentes estudos na área das tecnologias de ímãs trouxeram a fusão um pouco mais próxima de nós. Pesquisadores da MIT divulgaram o design de um reator nuclear compacto, que utiliza novos supercondutores de óxido de bário para produzir fortes campos magnéticos capazes de confinar uma fusão.

O reator, que possui metade do diâmetro dos existentes no mercado atual, pode, em teoria, produzir eletricidade o suficiente para 100.000 pessoas. Os pesquisadores envolvidos no projeto afirmam que o conceito por ser realizado em uma década.

A fusão

A reação nuclear que energiza as estrelas é conhecida como fusão e ocorre quando átomos de hidrogênio se chocam a altíssimas temperaturas para formar hélio. Essas combinações atômicas são acompanhadas de uma tremenda liberação de energia, que se torna autossustentável em temperaturas mais elevadas.

O desafio da ciência sempre foi conseguir confinar o plasma de hidrogênio, que é tão quente quanto o núcleo do Sol. Os estudos atuais garantem que poderosos campos magnéticos são a resposta, mas, tradicionalmente, precisamos de reatores bem grandes para produzi-los.

O novo reator em questão, descrito na Fusion Engineering and Design, é dito como capaz de capitalizar o poder excepcional dos campos magnéticos criados com supercondutores metálicos de terra rara, produzindo energia autossustentável de fusão em reatores muito menores dos que conhecemos.

Os pesquisadores afirmam que os novos ímãs podem liberar dez vezes mais energia que a tecnologia supercondutora atual, e eles podem funcionar por longos períodos de tempo sem superaquecer (diferente dos reatores atuais baseados em cobre, que funcionam por apenas alguns segundos).

FONTE: Instituto de Engenharia

Você conhece os tipos de instrumentos de medição para avaliação de riscos?

O principal objetivo dos instrumentos de medição é apresentar amostras e resultados de medição que possam auxiliar os trabalhadores na avaliação dos riscos para a saúde. Sendo assim, estes equipamentos avaliam as intensidades, os níveis, volumes e outras características de agentes químicos, físicos e biológicos. Com os resultados apresentados por esses instrumentos, os trabalhadores podem assim compara-los com os limites aceitáveis para cada situação de risco. Estes equipamentos são portáteis para permitir que os trabalhadores utilizem e levem-no em movimento acompanhando seu trajeto.

Como escolher?

A prioridade na escolha dos aparelhos deve levar em conta os que estão menos sujeitos a equívocos de operação e comando, deve ser observado também se os mesmos estão acompanhados de seus respectivos calibradores. Além disso, a manutenção e calibração do equipamento não devem ser complicadas e nem possuirem custo elevado. Um fator interessante é quanto ao treinamento em campo para utilização do equipamento, algumas empresas inclusive, oferecem laboratórios de apoio.

É de extrema importância que os equipamentos atendam às normas de qualidade dos instrumentos (IEC, ANSI e outras) além das normas específicas, com realização de testes em laboratórios acreditados pela Rede Brasileira de Calibração do INMETRO. Possuir estabilidade, precisão na leitura no decorrer de uso também é fundamental na escolha do aparelho.

Tipos de medidores

medidores

Anemômetros

São utilizados para medir a velocidade do ar nos locais de trabalho.

Calibradores de bombas

Tem objetivos de permitir a calibração das bombas com a vazão desejada.

Bomba para amostragem de gases e poeiras

Este instrumento permite coletar vapores, gases, neblinas, névoas e poeiras. As amostras coletadas são levadas para análise em laboratórios.

Detectores de gás

Os detectores de gás tem a função de medir os diferentes vapores e gases existentes no ambiente de trabalho. é importante observar que cada gás ou vapor necessita de um sensor específico e calibrado para à atividade desejada.

Decibelímetro ou Medidor de Nível de Pressão Sonora

Utilizado para fazer leituras da exposição ocupacional ao ruído. Alguns modelos mais modernos permitem armazenagem de dados na memória. Os modelos mais simples oferecem apenas leituras instantâneas dos níveis de ruído.

Dosímetro

Este equipamento permite medir ruídos durante um tempo pré-determinado. Tem uso pessoal do trabalhador, e avalia a dose de ruído a que está submetido durante o período de trabalho.

Higrômetro

Utilizado para medir a umidade relativa do ar.

Luxímetro

Este equipamento mede os níveis de luz distribuída em determinada área.

Explosímetro

Este detector de gases determina o percentual do limite inferior de gases e vapores inflamáveis ou explosivos. Alguns aparelhos disparam alarmes quando há risco eminente de explosão.

Existem ainda vários outros tipos de medidores, como medidores de vibrações humanas, medidores de qualidade do ar, bombas para avaliação de fungos e bactérias, medidores de campos eletromagnéticos, medidores de luz ultravioleta, dentre outros.

Fonte: Super Guia de Proteção

Equipamentos obrigatórios de Proteção respiratória

Proteção respiratória

Quando das medidas de controle para redução da exposição dos agentes químicos não forem suficientes para proteger os trabalhadores dos riscos, os respiradores são itens importantíssimos e obrigatórios.

Estes equipamentos protegem os profissionais contra os contaminantes existentes nos agentes químicos como fumos, névoas, poeira vapores e gases, bem como agentes biológicos em forma de aerossóis.

O equipamento deve ser bem escolhido, observando se o produto segue as indicações do Programa de Proteção Respiratória da Fundacentro, e também quanto ao tamanho, verificando assim qual a medida correta para o trabalhador. Veja abaixo os tipos de equipamentos de proteção respiratória e suas recomendações.

Linha de ar comprimido de demanda com pressão positiva e peça semifacial ou facial inteira.

Neste equipamento o usuário é ligado à fonte de ar comprimido através de uma mangueira de suprimento. Durante a inalação de ar, a pressão no interior do equipamento permanece acima da pressão do ambiente, o risco de invasão do agente contaminante é reduzido.

Estes equipamentos são utilizados em ambientes com pouco oxigênio, bem como lugares onde exista grande concentração de contaminantes. O uso é limitado pelo limite de exposição x fator de proteção atribuído do respirador.

Linha de ar comprimido de demanda com pressão positiva e cilindro auxiliar de escape.

Na parte interior da cobertura facial a pressão exercida é maio do que a pressão do ambiente. A diferença deste equipamento é quanto ao cilindro auxiliar de escape.

São recomendados para atmosferas que são consideradas IPVS, com existência de contaminantes ou deficiência de oxigênio. Os cilindros de autonomia de três, cinco e dez minutos podem ter utilização exclusiva para escape.

Linha de ar comprimido de fluxo contínuo com peça semifacial ou facial inteira.

Este equipamento possui um regulador para controlar a vazão de ar, que chega de forma contínua à cobertura das vias respiratórias.

Seu uso é destinado para ambientes com pouco oxigênio não IPVS, e também em atmosferas com concentração do contaminante abaixo da concentração IPVS, sendo que o valor calculado seja menor do que o limite de exposição do contaminante e o fator de proteção atribuído do respirador (Instrução Normativa nº1, de 11/04/94, e no PPR da Fundacentro).

Máscara Autônoma

Nas máscaras de circuito fechado, o suprimento de ar ou oxigênio é levado pelo usuário. A demanda com ou sem pressão positiva é definida de acordo com o modo como o ar chega à cobertura das vias respiratórias. Hoje já está disponível inclusive um modelo com possibilidade de uso por um carona.

São usados em atmosferas consideradas IPVS devido à deficiência de oxigênio ou a presença de agentes contaminantes. Este equipamento possui mobilidade, porém o peso e volume podem dificultar a entrada em ambientes estreitos. É possível encontra-los em modelo destinado a combate a incêndio.

Existem ainda outros respiradores e purificadores de ar, são eles: Respirador com peça semifacial e filtros substituíveis e a peça semifacial filtrante.

Fonte: Super Guia de Proteção.

10 tipos de Luvas de Segurança para proteção das mãos

luvas-de-seguranca-protecaoLuvas de segurança oferecem ótima proteção para as mãos dos trabalhadores contra diversos tipos de risco, como abrasão, perfuração, corte, riscos mecânicos, químicos e biológicos. O risco deve ser avaliado para cada tipo de atividade, além disso, o tamanho das mãos do usuário também precisa ser considerado.

Existe no mercado, diversos tipos de materiais, com diferentes tamanhos e texturas. Além de que, cada vez mais são desenvolvidas luvas específicas para diferentes tipos de proteção das mãos, como no caso de luvas pró´rias para indústria mecânica e outras para a química.

As luvas precisam ser desenvolvidas de modo a favorecer o manuseio de pequenos objetos e ao mesmo tempo oferecer proteção contra os riscos, aliando durabilidade, conforto e até o custo-benefício.

Luvas de Segurança feita em couro ou tecido

Em couro (vaqueta/raspa) ou em tecido (algodão/lona), este tipo de luva pode proteger contra riscos mecânicos, quando em couro ou tecido, e também podem oferecer resistência térmica, quando feita em couro.

São mais utilizadas quando há riscos de contato com agentes abrasivos e escoriantes, como operação de máquinas e atividades manuais como corte, transporte, lixamento e manuseio de chapas metálicas, coletas de lixo, dentre outras.

Luvas de Segurança em malha de aço

Este EPI tem alta resistência mecânica, protegendo contra agentes cortantes. Estas luvas precisam ser inoxidáveis, sem que haja possibilidade de corrosão. O aço deve ter boa qualidade, de modo que se obtenha maior resistência e menor peso, os elos devem ser trançados e soldados.

Estas luvas de proteção são usadas em abatedouros, açougues, peixarias, frigoríficos, e também quando há riscos de contato com objetos cortantes.

Luvas de Segurança em polietileno e para-aramida

Estes tipos de luva também oferecem ótima resistência mecânica. Podem inclusive ser usadas em conjunto com outras fibras, como elástico ou fio de aço inoxidável. Estas luvas de proteção protegem contra riscos de abrasão, dilaceração e corte.

Em montagens de pequenas peças eletrônicas as luvas utilizadas com fio elástico permitem boa precisão nos movimentos. Já as luvas com o fio de aço inoxidável, é mais comum em trabalhos com chapas cortantes ou atividades com lâminas.

Luvas de Segurança em couro tratado, fibras aramidas, tecidos mistos e cerâmicos

Estas luvas impedem a ocorrência de queimaduras em exposições de extremas temperaturas, como no caso em atividades de manuseio de peças aquecidas.

São utilizadas em fornos, injetoras de plástico, fundição, padarias, estufas, soldagens, e outros contatos com agentes térmicos, em exposições ao calor a partir dos 48C.

Luvas de Segurança em algodão ou nylon com tratamento químico

Estas luvas sofrem tratamento químico na palma da mão com borracha vulcanizada, pó, nitrílico, latex e outros. São produzidas com malha de algodão ou nylon.

Resistentes à abrasão, perfurações e rasgos, as luvas de algodão com borracha vulcanizada são indicada para vários setores. No caso das luvas de proteção de nylon banhadas, tem a grande vantagem de permitir o manuseio de pequenas peças oferecendo alta resistência mecânica.

Luvas de Segurança em pvc, natural, neoprene, nitrílica, viton e outros

Indicadas em atividades em que o trabalhador tem contato com produtos químicos. Estes tipos de luvas devem conter informações do fabricante contendo indicações de quais substâncias podem ser manuseadas.

Muito utilizada em indústrias farmacêuticas, tintas, adesivos, vernizes, petroquímicos, cosméticos e várias outras em que há manipulação de produtos químicos.

Luvas de Segurança isolantes de borracha

Protegem contra choques elétricos. Muito usadas no setor elétrico e em indústrias quando há contato com eletricidade.

Luvas de Segurança em látex, nitrílica ou PVC

Tem objetivo de proteger contra agentes biológicos. As luvas em PVC ou nitrílicas são utilizadas apenas para procedimentos não cirúrgicos. As luvas de látex são utilizadas tanto para procedimentos cirúrgicos quanto para procedimentos não cirúrgicos.

Os profissionais que as utilizam são: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, profissionais que atuam em laboratórios. Sempre usadas em procedimentos da área médica, hospitalar e odontológica.

Luvas de Segurança de couro ou fibras de material interno (palma) em polímero

Estas luvas possuem polímero especial na parte interna, para que as vibrações sejam isoladas. Na parte externa a luva é em vaqueta ou fibras.

São indicadas para atividades em que há vibrações de equipamentos como motosserras, marteletes, entre outros.

Luvas de Segurança de borracha com chumbo

São feitas em borracha equivalente a chumbo de 0,50 mm PB. De modo que o usuário tenha conforto e total movimento.

Na área da saúde, com estas luvas, as mãos são protegidas de radiações ionizantes, principalmente em atividades com raios-x.

luvas-de-segurancaDicas

– Verifique sempre as orientações do fabricante quando ao uso, conservação e higienização das luvas.

– A luva deve ser retirada pelo punho e virada ao avesso. De modo que a parte interna seja ventilada, permaneça seca e evitando também a proliferação das bactérias.

– Não é recomendado a lavagem industrial. Sendo que pode ser usado água corrente e sabão neutro. A secagem deve ser feita na sombra.

– A durabilidade vai depender do risco em que a luva será exposta, das atividades executadas e a frequência, além da quantidade de produtos químicos que entra em contato.

Lembre-se sempre de avaliar as propriedades químicas de cada Luva de Segurança para escolher o EPI certo.

 

Fonte: Super Guia de Proteção

Você conhece todos os EPI’s de proteção dos pés?

Proteção do Pés

Com o objetivo de proteger os pés dos trabalhadores dos riscos do ambiente, os calçados de uso profissional seguem as NBRs ISO que estão sempre buscando garantir qualidade. São divididos em:

Calçados de segurança – NBR ISO 20345:2008. Sua função é proteger os pés dos impactos no bico de até 200 Joules, estes possuem resistência de 15 kN à compressão do bico.

Calçados de proteção – NBR ISO 20346:2008. Os calçados de proteção são contra impactos de 100 Joules, com resistência de 10 kN.

Calçados ocupacionais – NBR ISO 20347:2008. Já os calçados ocupacionais não oferecem proteção no bico, porém possuem outros requisitos de proteção do trabalhador.

Para escolher o tipo de proteção dos pés adequado, além da avaliação das atividades de risco é importante avaliar o conforto que o EPI vai oferecer ao profissional. Existe hoje no mercado, uma gama de opções com calçados fabricados em vários tipos diferentes de materiais. Inclusive, já podemos encontrar no mercado, calçados feitos com uso de materiais sintéticos na composição do cabedal, fazendo com que o custo do EPI seja reduzido.

Calçados resistentes à queda de produtos

Este tipo de calçado pode ser feito em tecido, couro, PVC, laminado sintético, PU ou borracha. Possuem biqueira de aço com 200 Joules e 15 kN. O solado do calçado deve ser feito em borracha, PVC ou PU. A biqueira deste EPI protege inclusive contra impactos do facão.

Seu uso é indicado quando existirem riscos de impactos devido a quedas. Lembrando que o tipo de solado necessário para cada atividade é diferente.

calcado-epiCalçado condutivo, isolante e antiestático

Calçado desenvolvido para atividades que envolvem riscos elétricos. O cabedal pode ser feito em couro e o solado em PU, de resistência elétrica, ou também com borracha específica para riscos elétricos. Existem também alguns calçados impermeáveis em elastomérico ou borracha.

Os antiestáticos são feitos para áreas de abastecimento e concentração de gases. Já os condutivos foram desenvolvidos para alta tensão, linhas de transmissão de até 500 Kv. Os calçados isolantes são os que oferecem resistência à passagem de correntes elétricas.

Calçados para operações com água

Estes calçados de proteção dos pés precisam ser resistentes à passagem de água ou impermeabilizados. Nos casos em que o trabalhador será exposto a uma exposição maior à água, é recomendado o uso de calçados em PVC com solado em PVC ou PU na bota inteira.

Muito usado em áreas alagadiças como em frigoríficos e jardins, protegendo os pés dos trabalhadores da umidade causada pela água.

Calçados de resistência térmica

Fabricados para resistir em altas temperaturas, pode ser feito em couro e solado de borracha nitrílica ou fibra de carbono. Em baixas temperaturas, pode ser de couro, PU ou PVC, e o solado de borracha natural. Existem também diferentes materiais para as palmilhas.

Deve ser usado em ambientes com altas temperaturas ou também em locais com temperaturas muito baixas, como frigoríficos e câmaras frias. O solado em TPU ou PU é indicado em ambientes muito abrasivos e frios.

Calçados com resistência à penetrações e objetos pontiagudos

Nestes calçados, as palmilhas precisam ser anti-cortantes e anti-perfurantes, feitas em materiais resistentes, como o aço. O cabedal pode ser em PVC, borracha ou couro.

Utilizado na construção civil, serviços de limpeza urbana, cervejarias e indústrias em geral onde o trabalhador corre o risco de se deparar com objetos cortantes.

Calçados com respingos de produtos químicos

No momento da escolha desses calçados, deve ser considerado a permeação, degradação e tempo de resistência. São feitos em couro emborrachado e o solado em PU.

Indicado em atividades em que haja contato com substâncias químicas como indústrias e laboratórios.

Como conservar de modo adequado?

Mantenha sempre o calçado limpo e seco, aumentando assim sua vida útil, pois o excesso de umidade que entra no calçado pode comprometer seu rendimento. É ideal que se realize a limpeza pelo menos uma vez por semana, e a secagem deve ser feita na sombra. Deve também ser usado graxas, pomadas ou ceras para manutenção periódica. A durabilidade vai depender também da agressividade do local que o equipamento estará sendo usado. Se todos os cuidados forem tomados, o calçado pode até chegar a durar um ano.

3 tipos de proteção facial e ocular que você não deve se esquecer

Algumas partículas volantes multidirecionais, respingos de líquidos, luminosidade intensa e radiações infravermelha e ultravioleta, ou outros impactos nos olhos ou na face, podem atingir o trabalhador no momento em que este executa suas atividades. Sendo assim nenhum profissional deve se esquecer da proteção facial e ocular, como os óculos de segurança, máscaras de solda e protetores faciais.

O conforto é fundamental para a efetividade do uso desses EPI’s, por isso no mercado existe uma extensa variedade de modelos para atender diferentes formatos de rosto e preferências do usuário. Sendo assim para a escolha do equipamento adequado deve-se realizar uma análise dos riscos e também testes com os usuários. É importante avaliar também quanto ao tipo adequado de lente para cada atividade.

Veja mais sobre estes equipamentos abaixo:

oculos de segurançaÓculos de Segurança

Possuem design moderno e boa proteção, veda toda a cavidade ocular. É necessário que seja bem ajustado ao usuário. Os óculos de segurança protegem os olhos dos trabalhadores contra impactos e radiações. Os equipamentos que possuem ampla visão, protegem toda a região em torno dos olhos, oferecendo segurança inclusive contra respingos químicos e poeiras. São fabricados com material predominante de policarbonato, possibilitando maior resistência e também uma maior variedade de modelos. Podem apresentar variações na lente, na armação, composição de materiais, quanto aos tratamentos de superfície (como antirrisco e antiembaçante), e também quanto às tonalidades de lentes.

Deve ser utilizado quando existirem riscos de partículas voláteis multidirecionais, pós, gases, poeiras, respingos de líquidos, calor, luminosidade intensa, radiações ultravioletas e infravermelhas, e também específicas como laser e raio X. Como exemplos de ambiente de trabalho podemos citar: indústria metalúrgica, siderúrgica, setor de transformação e construção.

 protetor facialProtetores Faciais

Estes protegem a face do trabalhador contra respingos químicos, poeiras, impactos e radiações ópticas. Tem visores articulados feitos na maioria das vezes de policarbonato que se ajustam ao usuário. Em ambientes de calor intenso os protetores faciais podem ser aluminizados, e nos casos e que são realizadas atividades de solda, podem ser em celeron ou outros materiais termoplásticos. Deve-se usar a tonalidade adequada nos filtros de luz, com relação ao tipo de solda e a amperagem do equipamento.

Quando a projeção de partículas voláteis representar maior risco é recomendado o uso dos protetores faciais, como por exemplo no caso de operadores de equipamentos em madeireiras, no setor de bebidas, na aplicação de defensivos, em serralherias, em jateamento, na apicultura, em atendimento a emergências por bombeiros, riscos biológicos e químicos.

mascara de soldaMáscaras de Solda

As máscaras de solda protegem os olhos, a face, as orelhas e também a parte frontal do pescoço contra fagulhas e radiações ópticas geradas pela soldagem. Este equipamento deve ser usado em conjunto com o óculos de segurança e são produzidas em material resistente ao calor. Existem modelos com diferentes tipos e tamanhos de visores, alguns maiores desenvolvidos para ampliar o campo de visão do trabalhador, outros oferecem também um maior conforto. Os filtros de radiação podem apresentar variações de acordo com o tipo de luminosidade. O visor pode ser articulado ou fixo, com auto-escurecimento ou não.

São indicados para toda operação de solda, em vários setores, como: indústria mecânica, automobilística, auto-peças, ferroviária, forjarias, construção civil e naval, dentre outros.

Conservação

A higienização dos protetores faciais e oculares deve ser realizada com sabão e água, pois produtos químicos podem prejudicar o material da lente e inclusive remover o tratamento que nela existe.

A vida útil desses equipamentos é influenciada pelas condições de trabalho, os materiais em que são fabricados, e também quanto a higienização. Sendo assim a durabilidade pode apresentar variações conforme a situação dos quesitos acima listados. Em áreas onde são executadas atividades abrasivas, por exemplo, a lente tende a fica bastante riscada em pouco tempo, fazendo com que a troca seja mais frequente.

Já viu nosso artigo sobre os 3 simples métodos de proteção da pele que você não sabia?

Fonte: Super Guia de Proteção.

3 simples métodos de proteção da pele que você não sabia

creme-proterorProteção da pele

Os cremes de proteção são excelentes meios de proteção da pele contra os raios UVA e UVB e também contra agentes químicos como os derivados do petróleo, tintas, colas, ácidos, vernizes, bases, detergentes, cimentos, solventes em geral, além dos agentes biológicos, como bactérias e fungos. Atualmente o mercado está cada vez mais se preocupando em desenvolver cremes que possam oferecer proteção contra diferentes agentes.

Estes cremes criam uma camada protetora que age sobre a pele impedindo o contato com o agente agressor. Um dos principais objetivos dos cremes é evitar a formação de dermatoses ocupacionais alérgicas ou irritativas, além disso, proporcionam também hidratação e emoliência. Podemos dividir os cremes nas categorias: óleo-resistente, água-resistente e especiais. Com exceção do conhecido filtro solar, os demais são considerados EPI’s, e devem inclusive possuir o CA (Certificado de Aprovação). A escolha dos cremes deve ser realizada a partir da observação dos riscos do ambiente de trabalho.

Cremes Especiais

Estes cremes são indicados para usos específicos, de acordo com recomendação do fabricante. Oferecem proteção contra tintas, ácidos e agentes biológicos, bem como agentes químicos, já que possuem capacidade fotoprotetora, são considerados EPI’s pelo Ministério do Trabalho. Alguns destes cremes possuem também característica hipoalergênica, minimizando o risco de alergias em pele sensível.

Como bloqueador solar, estes cremes são recomendados para proteger os trabalhadores que realizam atividades a céu aberto e consequentemente estão expostos à radiação solar. Além disso, podem oferecer proteção contra a radiação dos arcos elétricos da solda. Os cremes tipo bloqueador solar ainda não são considerados EPI pela NR 6, mas a NR 31 já exige “medidas especiais que protejam os trabalhadores contra a insolação excessiva”. Possuem diferentes níveis de proteção de acordo com O FPS, além disso o creme não sai com água e em sua composição deve conter também hidratantes, ser hipoalergênico e ter registro no Ministério da Saúde.

Os cremes para agentes biológicos tem função de impedir o crescimento microbiano, reduzindo também o risco de infecção por bactérias e protegendo contra os demais agentes químicos. Uma de suas vantagens é que podem ser utilizados por baixo de luvas.

Os cremes para combate a produtos ácidos oferecem proteção contra meios ácidos e alcalinos (básicos), além da proteção contra os outros agentes químicos.

Água-resistente

Estes cremes não são facilmente removidos da pele com água. Oferecem proteção contra diversos agentes químicos diluídos ou não em água. Também possuem propriedades hidratantes e emolientes, e pode ser com silicone ou não. Precisam ter a mesma durabilidade e resistência na pele.

Com silicone: Para o uso de graxa, óleos, gasolina, solventes, cimentos, detergentes, argamassa, colas, hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos, e outros produtos solúveis ou não em água.

Sem silicone: É usado em empresas ou setores em que não é permitida a presença de silicone, como em áreas de colagem e pintura, por exemplo.

Óleo-resistente

Estes cremes podem ser removidos com água, mas não consegue ser removido quando existir na pele óleos ou substâncias apolares. A exemplo dos dois exemplos anteriores estes cremes também possuem propriedades hidratantes e emolientes, protegendo contra diversos agentes químicos. Também podem ser com silicone ou sem, com a mesma durabilidade e resistência. Os cremes de regeneração também fazem parte deste grupo, com características emolientes e capacidade de reposição da hidratação da pele, utilizados após o trabalho.

Com silicone: Indicado para o uso de graxa, solventes, gasolina, óleos, cal, cola, verniz, pós e produtos químicos que não contenham água em sua fórmula.

Sem silicone: Indicado para agentes que não contenham água em sua fórmula, em setores que não é permitido silicone. é ideal para tintas e solventes.

Não se esqueça dos olhos e do rosto! Veja também sobre os 3 tipos de proteção facial e ocular que você não deve se esquecer.

Fonte: Super Guia de Proteção.

Conheça aqui os imprescindíveis equipamentos de proteção contra quedas

Quando o trabalhador realiza atividades acima de dois metros ou se houver risco de queda, o ministério do trabalho exige que este esteja equipado com equipamentos de proteção contra quedas. Formado por cinto paraquedista, elemento de conexão e ancoragem, o sistema de proteção contra queda garante uma proteção eficaz.

– O cinto paraquedista fica no corpo do trabalhador e o envolve de forma ergonômica, este equipamento possui um ponto de conexão para funcionamento do sistema de proteção contra queda.

– A ancoragem é o ponto onde o sistema será fixado, podendo ser formada por um ponto ou de uma linha de vida fixa a este ponto.

– O talabarte ou trava-quedas é o elemento de ligação que faz a união entre a ancoragem e o cinto.

O mercado de proteção em altura tem dado importância aos sistemas de proteção contra quedas, como restrição de movimentação, posicionamento no trabalho, retenção de quedas e acesso por corda. Cada qual buscando atender sua demanda específica de trabalho, a partir da análise de riscos. Além disso, há no mercado o desenvolvimento de produtos que tem tendências para o conforto, como acolchoamento dos cinturões abdominais e equipamentos com absorvedor ou desacelerador, atenuando o impacto da queda.

mascote epi predioTrava-quedas

É utilizado em conjunto com o cinturão de segurança tipo paraquedista. Para atividades em andaimes, fachadas de prédios, cadeiras, escadas tipo marinheiro, telhados é utilizado o trava quedas deslizante. Já para trabalhos que exigem movimentação vertical ou horizontal, com auxílio de troles, é usado o trava quedas retrátil.

O deslizante fica acoplado a uma linha de vida vertical e se desloca em uma linha de ancoragem flexível ou rígida. A linha flexível pode ser composta de cabo de aço ou uma corda de material sintético, já a rígida por um trilho de aço. O retrátil é composto por fita ou cabo de aço, que se estende e retrai. O dispositivo trava automaticamente quando sofre um impacto.

Talabarte

O talabarte realiza a ligação no ponto de fixação seguro, o ponto de ancoragem, possibilitando o trabalhador de realizar posicionamento adequado ou permitindo sua movimentação numa estrutura. Estes podem ser reguláveis ou não.

As fitas, cordas, cabos de aço providos de ganchos realizam a conexão entre cinturão e ponto de ancoragem. O absorvedor de energia para talabartes de retenção de quedas maiores do que 90 cm é obrigatório.

Cinturão de Segurança tipo Pabonequinho e EPIsraquedista

Este equipamento segue a NBR 15836. É usado acima de dois metros ou em atividades em que o trabalhador necessita de movimentação em um mesmo nível, como em manutenção de estruturas, construção civil, telecomunicações, dentre outras. O ponto seguro de fixação do talabarte não deve fazer parte da estrutura que serve de apoio para o trabalhador.

Tem a função de distribuir as forças de sustentação e de parada sobre as coxas, cintura, peito e ombros quando fixado no corpo do trabalhador. Deste modo, proporciona o mínimo de impacto ao corpo. Além disso, o cinturão tipo paraquedista possibilita a fixação do talabarte de proteção de queda à argola das costas ou do peito, de acordo com o modelo. Pode ser fabricado em material sintético como o nylon e o poliéster, sendo que o uso de polipropileno é proibido. Este equipamento precisa ser submetido a ensaios dinâmicos e estáticos para que seja simulada uma queda na pior situação.

Cinturão de Segurança tipo abdominal

Este equipamento tem função de limitar a distância e posicionamento entre o usuário e a área de trabalho a uma distância adequada para realizar a manutenção em postes de eletricidade, telefonia, TV a cabo, torres, corte ou poda de árvores. O cinturão sustenta o trabalhador em posição vertical, ou quando houver uma situação estática. O uso deve ser associado ao cinto paraquedista.

As fitas possuem comprimento ajustável por meio de fivelas, é fabricado em material sintético como poliéster ou em couro. O cinturão é fixado ao corpo do trabalhador, e tem no mínimo duas argolas nas partes laterais para fixação do talabarte. As argolas, mosquetões e fivelas, podem ser confeccionadas de aço inoxidável, aço forjado, ou de ligas metálicas. seguindo a NBR 15835 o cinturão é marcado com o pictograma.

bonequinho corda

Cabos de aço e cordas

São utilizados nas cadeiras suspensas, trava-quedas e guinchos, servindo para sustentação ou como cabo-guia para fixação, ou também como elemento de ligação ao cabo-guia, seguindo todas as especificações da NR18.

Estes devem ser enrolados e desenrolados corretamente para evitar deformações permanentes ou formação de nós fechados.

Veja mais sobre Cabos de Aço.

Saiba mais sobre as Cordas.

Durabilidade e Conservação

De modo que as características dos equipamentos não sejam alteradas, é muito importante atentar-se quanto a sua conservação e higienização, seguindo sempre as instruções do fabricante. A durabilidade depende da qualidade do EPI, do tipo de uso a ele destinado, e também da forma com que é conservado.

Encontre nesse site tudo sobre NR35 – Trabalhos em Altura.

Fonte: Super Guia de Proteção.

Veja aqui 3 tipos de proteção da cabeça que podem salvar sua vida

O capacete de segurança é um Equipamento de Proteção Individual que tem como objetivo reduzir os efeitos de impactos de objetos na cabeça, diminuindo assim os riscos de ferimentos. Sua composição é formada por casco produzido em polietileno de alta densidade ou ABS e suspensão. O mercado está sempre buscando oferecer uma proteção da cabeça eficiente e que seja confortável para o usuário, como em casos em que a suspensão vem com ajustes tipo catraca. Além disso, existe uma tendência que de produzir modelos específicos para diferentes ambientes de trabalho, inclusive, é possível adquirir um sistema de proteção da cabeça que seja equipado com protetores faciais e também com proteção auditiva.

Sendo assim, existem duas classes de proteção da cabeça contra impactos: Os de classe A não são usados por trabalhadores envolvidos com energia elétrica; Já os capacetes de classe B são preparados para atividades energizadas por serem submetidos ao ensaio de rigidez dielétrica e tensão elétrica aplicada.

Estas classes podem ser subdivididas em: Aba total, aba frontal ou sem aba. Saiba mais sobre cada uma delas abaixo:

Capacete com Aba Total

Neste tipo de capacete a aba se estende por todo o casco, protegendo totalmente o perímetro da cabeça e do rosto. O casco pode ser feito de resinas prensadas com tecidos, plástico rígido, poliéster, ligas de alumínio ou fibra de vidro.

Este capacete é utilizado em indústrias como a siderúrgica e a elétrica. Oferece proteção contra escorrimento de líquidos, contatos com energia elétrica e radiações solares.

Bonequinho 2Capacete com Aba Frontal

Neste capacete a aba fica localizada na parte frontal, protegendo o rosto e os olhos de escorrimento de líquidos, contato com radiações solares e também com energia elétrica. Também é composto por casco e suspensão, e tem a mesma variedade de material do capacete com aba total.

Muito usado em serviços de manutenção, na construção civil, e na indústria em geral (indústrias químicas, alimentícia, de bens de consumo e petroquímicas por exemplo). Sempre usado em qualquer situações que apresente riscos de queda de objetos ou riscos de bater a cabeça.

 

 


Capacete sem Aba

Como este tipo de capacete não possui abas ele protege somente a cabeça. Possui casco e suspensão e tem a mesma variedade de materiais dos outros dois tipos. A vantagem deste tipo de equipamento é que ele permite uma visão acima da cabeça, já que não possui abas.

Seu uso é recomendado para Trabalho em Altura (redes elétricas) e em Ambientes Confinados. A suspensão deve ser com jugular, para afixar o capacete na cabeça. Também pode ser usado em esportes, como praticas de alpinismo e trabalhos em áreas florestais.

Fonte: Super Guia de Proteção

Assista também um vídeo animado que nos mostra a importância de usar um EPI:

Conheça aqui os imprescindíveis equipamentos de proteção contra quedas.